Isabelly Melniski: representatividade, inspiração e a força das meninas nas pistas
Isabelly Melniski: representatividade, inspiração e a força das meninas nas pistas
Nossa relação com a Fórmula E e com o automobilismo não começou agora. Em 2024, vivemos um momento que marcou profundamente nossos estudantes — especialmente as meninas da Imprensa Jovem: o encontro com a jovem piloto Isabelly Melniski, uma das grandes promessas do kart nacional.
Na ocasião, tivemos a oportunidade de entrevistá-la e também conversar com seu pai e incentivador, Ricardo Ferreira, que acompanha Isabelly com dedicação e orgulho. A conversa foi leve, acolhedora e cheia de aprendizados. Isabelly falou sobre disciplina, rotina de treinos, desafios e sonhos. Mas, acima de tudo, falou sobre persistência, característica essencial de quem constrói espaço em um esporte historicamente dominado por homens.
Mais do que uma entrevista, houve identificação. As meninas da nossa equipe enxergaram nela algo raro: uma jovem que ocupa com naturalidade um lugar onde poucas mulheres chegam. Uma menina que acelera, que compete, que enfrenta preconceitos e mostra que talento não tem gênero.
Semanas depois, o convite do pai de Isabelly para acompanharmos uma de suas corridas no Kartódromo Aldeia da Serra tornou tudo ainda mais especial. Os estudantes viram de perto a vibração das pistas, a concentração antes da largada, a força física e emocional necessária para pilotar — e viram Isabelly brilhar. Foi um momento de encantamento, aprendizado e inspiração.
O papel da mulher no automobilismo: romper barreiras e abrir caminhos
A presença feminina no automobilismo ainda é pequena, e isso não acontece por falta de talento ou interesse, mas por uma sequência histórica de barreiras sociais e culturais. Por décadas, as pistas foram vistas como um espaço "de homens", tanto na competição quanto nos bastidores: engenheiras, mecânicas, chefes de equipe e jornalistas esportivas também enfrentam desafios semelhantes.
No entanto, a história da modalidade mostra que sempre houve mulheres excepcionais, desde as pioneiras como Maria Teresa de Filippis, a primeira mulher a pilotar um carro de Fórmula 1, até nomes mais recentes como Simona de Silvestro, Jamie Chadwick e várias brasileiras que vêm conquistando espaço.
Hoje, a luta é por abrir caminhos, ampliar oportunidades, desconstruir preconceitos e mostrar que meninas pilotam, correm, vencem e transformam o esporte.
É por isso que a trajetória da Isabelly importa tanto. Ela não representa apenas uma piloto em ascensão — representa um movimento crescente de meninas que desejam ocupar as pistas, os boxes, as oficinas e as equipes de alto rendimento. Representa futuro, coragem e mudança.
A importância dessa representatividade para nossos estudantes
Quando nossas meninas veem uma jovem como Isabelly acelerando e sendo reconhecida, percebem que elas também podem.
Elas podem sonhar com o kart.
Com a engenharia.
Com o automobilismo.
Com qualquer espaço que desejem ocupar.
E quando os meninos veem Isabelly, aprendem algo igualmente importante: a pista é de todos. O talento é de quem trabalha. O respeito é inegociável.
Esse reencontro amanhã, durante o treino da Fórmula E, não é apenas uma continuação da cobertura — é a continuação de uma história que já faz parte da trajetória da Imprensa Jovem, de nossas estudantes e de tudo o que acreditamos sobre educação, protagonismo e transformação.
Sim — somos fãs da Isabelly.
E somos fãs de todas as meninas que não têm medo de acelerar.

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