Vivemos em uma época em que todos querem falar, opinar, compartilhar e defender suas ideias. Mas será que estamos realmente dispostos a ouvir? Em meio a tantas informações, opiniões e discussões, parece que estamos esquecendo de algo essencial para a convivência humana: o respeito ao outro. Respeitar não significa concordar com tudo. Significa reconhecer que existem diferentes histórias, experiências, culturas e maneiras de enxergar o mundo. É compreender que ninguém precisa pensar exatamente como nós para merecer ser ouvido e tratado com dignidade. É nesse cenário que a educomunicação ganha ainda mais sentido. Muito além de utilizar tecnologias, produzir vídeos, podcasts ou jornais, ela nos convida a pensar sobre a maneira como nos comunicamos e, principalmente, sobre o espaço que oferecemos para que outras vozes também sejam ouvidas. Afinal, de que adianta falar tanto em democracia se, nas pequenas situações do cotidiano, não conseguimos conviver com opiniões diferentes das noss...
As redes sociais se enchem de falas, cortes de vídeos, acusações, erros, xingamentos, provocações e discussões que, muitas vezes, ultrapassam os limites do respeito. De repente, o debate sobre o futuro de uma cidade, de um estado ou de um país corre o risco de se transformar apenas em uma disputa para descobrir quem falou mais alto, quem errou mais ou quem conseguiu atacar melhor o outro. Mas, enquanto discutimos tudo isso, uma pergunta precisa ser feita: e as questões socioambientais, onde estão? Onde estão as propostas para enfrentar as enchentes que atingem tantos territórios? Para cuidar dos rios e córregos? Para ampliar a arborização das cidades? Para enfrentar as ilhas de calor? Para proteger os animais? Para cuidar das áreas verdes, das nascentes e da biodiversidade? Onde estão as discussões sobre mudanças climáticas, descarte de resíduos, saneamento, qualidade do ar, segurança alimentar, moradia em áreas de risco e preparação das comunidades para eventos climáticos ...