As redes sociais se enchem de falas, cortes de vídeos, acusações, erros, xingamentos, provocações e discussões que, muitas vezes, ultrapassam os limites do respeito. De repente, o debate sobre o futuro de uma cidade, de um estado ou de um país corre o risco de se transformar apenas em uma disputa para descobrir quem falou mais alto, quem errou mais ou quem conseguiu atacar melhor o outro. Mas, enquanto discutimos tudo isso, uma pergunta precisa ser feita: e as questões socioambientais, onde estão? Onde estão as propostas para enfrentar as enchentes que atingem tantos territórios? Para cuidar dos rios e córregos? Para ampliar a arborização das cidades? Para enfrentar as ilhas de calor? Para proteger os animais? Para cuidar das áreas verdes, das nascentes e da biodiversidade? Onde estão as discussões sobre mudanças climáticas, descarte de resíduos, saneamento, qualidade do ar, segurança alimentar, moradia em áreas de risco e preparação das comunidades para eventos climáticos ...
Há encontros que servem para apresentar trabalhos. Outros servem para reencontrar pessoas, conhecer novas experiências, ouvir, aprender e voltar para casa com mais perguntas do que respostas. O XI Encontro Brasileiro de Educomunicação tem um pouco de tudo isso. Com o tema “As águas que nos conectam: Educomunicação, Territórios e Práticas Socioambientais” , o evento nos convida a pensar justamente nas conexões que construímos quando educação, comunicação, meio ambiente e território se encontram. E talvez a palavra que mais faça sentido para mim seja mesmo encontro . No cotidiano da educação, estamos sempre correndo. São projetos, estudantes, reuniões, planejamentos, ideias que surgem no meio do caminho e tantos desafios que fazem parte da escola pública. Nem sempre conseguimos parar para olhar para aquilo que estamos construindo. Estar em um evento como esse permite esse movimento. É olhar para a própria prática, mas também conhecer o que outros educadores, pesquisador...