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A educomunicação vicia. E eu posso provar!

Tem coisas que entram na nossa vida de um jeito tão intenso que, quando percebemos, já fazem parte de quem somos. Comigo foi assim com a educomunicação. E vou confessar uma coisa: a educomunicação vicia! Não sei exatamente quando aconteceu, mas hoje não consigo mais olhar para nada sem fazer alguma relação com ela. Estou em uma reunião, penso em educomunicação. Conheço um projeto, já imagino como os estudantes poderiam participar. Vejo uma notícia, uma campanha, uma situação no bairro, uma conversa... e pronto! Lá estou eu pensando em possibilidades, conexões, perguntas, entrevistas, podcasts, reportagens. Às vezes, até eu me pergunto: será que não consigo simplesmente olhar para alguma coisa sem querer transformá-la em uma ação educomunicativa? A resposta é não! E acho que nem quero. O mais curioso é que não se trata apenas de utilizar ferramentas de comunicação ou produzir conteúdos. É algo muito maior. É uma maneira de enxergar o mundo, de perceber as pessoas, de entender que...
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A democracia se constrói com a força de um povo

Há momentos em que as palavras parecem pequenas diante da emoção. As lágrimas se misturam aos sorrisos, os abraços se multiplicam e a felicidade toma conta. É a força de um povo que se une, que acredita, que não abre mão de sua voz e do direito de construir sua própria história. A democracia carrega histórias de luta, resistência, coragem e esperança. Não é apenas sobre eleições ou resultados, mas sobre pessoas, direitos, liberdade, respeito e participação. É sobre compreender que cada voz importa e que nenhuma conquista coletiva acontece sem a presença e a mobilização das pessoas. Em meio a tantas emoções, há algo que nos toca profundamente: perceber que a esperança continua viva. Que as diferenças não precisam nos separar e que o diálogo, a união e o respeito podem abrir caminhos para uma sociedade mais justa. Hoje, as lágrimas traduzem sentimentos que nem sempre conseguimos explicar. São lágrimas de emoção, de memória, de esperança. E, junto delas, vem a felicidade de reconhece...

Roda Viva com estudantes: quando a juventude tem voz, a educação ganha novos sentidos

Ontem tive a oportunidade e o privilégio de acompanhar um momento muito especial: o primeiro Roda Viva realizado por estudantes da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, que receberam Iva Batista para uma conversa repleta de reflexões, aprendizados e trocas. Foi lindo, emocionante e, acima de tudo, enriquecedor! Acompanhar os estudantes conduzindo uma entrevista, elaborando perguntas tão pertinentes, demonstrando interesse, sensibilidade e segurança diante de um tema tão importante foi daquelas experiências que nos fazem reafirmar o quanto acreditamos na educação pública e na potência das nossas juventudes. E que privilégio ouvir Iva Batista! Sua fala, tão necessária e carregada de conhecimento, sensibilidade e reflexões, nos convidou a pensar sobre questões que precisam estar cada vez mais presentes nas escolas e na sociedade. Uma conversa que ultrapassou as perguntas e respostas e se transformou em um verdadeiro espaço de escuta, diálogo e aprendizagem. Enquanto acompanhava cad...

Respeitar também é uma forma de transformar o mundo

Vivemos em uma época em que todos querem falar, opinar, compartilhar e defender suas ideias. Mas será que estamos realmente dispostos a ouvir? Em meio a tantas informações, opiniões e discussões, parece que estamos esquecendo de algo essencial para a convivência humana: o respeito ao outro. Respeitar não significa concordar com tudo. Significa reconhecer que existem diferentes histórias, experiências, culturas e maneiras de enxergar o mundo. É compreender que ninguém precisa pensar exatamente como nós para merecer ser ouvido e tratado com dignidade. É nesse cenário que a educomunicação ganha ainda mais sentido. Muito além de utilizar tecnologias, produzir vídeos, podcasts ou jornais, ela nos convida a pensar sobre a maneira como nos comunicamos e, principalmente, sobre o espaço que oferecemos para que outras vozes também sejam ouvidas. Afinal, de que adianta falar tanto em democracia se, nas pequenas situações do cotidiano, não conseguimos conviver com opiniões diferentes das noss...

Em períodos eleitorais, parece que tudo fica mais barulhento

As redes sociais se enchem de falas, cortes de vídeos, acusações, erros, xingamentos, provocações e discussões que, muitas vezes, ultrapassam os limites do respeito. De repente, o debate sobre o futuro de uma cidade, de um estado ou de um país corre o risco de se transformar apenas em uma disputa para descobrir quem falou mais alto, quem errou mais ou quem conseguiu atacar melhor o outro. Mas, enquanto discutimos tudo isso, uma pergunta precisa ser feita: e as questões socioambientais, onde estão? Onde estão as propostas para enfrentar as enchentes que atingem tantos territórios? Para cuidar dos rios e córregos? Para ampliar a arborização das cidades? Para enfrentar as ilhas de calor? Para proteger os animais? Para cuidar das áreas verdes, das nascentes e da biodiversidade? Onde estão as discussões sobre mudanças climáticas, descarte de resíduos, saneamento, qualidade do ar, segurança alimentar, moradia em áreas de risco e preparação das comunidades para eventos climáticos ...

As águas que nos conectam: encontros, territórios e educomunicação

Há encontros que servem para apresentar trabalhos. Outros servem para reencontrar pessoas, conhecer novas experiências, ouvir, aprender e voltar para casa com mais perguntas do que respostas. O XI Encontro Brasileiro de Educomunicação tem um pouco de tudo isso. Com o tema “As águas que nos conectam: Educomunicação, Territórios e Práticas Socioambientais” , o evento nos convida a pensar justamente nas conexões que construímos quando educação, comunicação, meio ambiente e território se encontram.  E talvez a palavra que mais faça sentido para mim seja mesmo encontro . No cotidiano da educação, estamos sempre correndo. São projetos, estudantes, reuniões, planejamentos, ideias que surgem no meio do caminho e tantos desafios que fazem parte da escola pública. Nem sempre conseguimos parar para olhar para aquilo que estamos construindo. Estar em um evento como esse permite esse movimento. É olhar para a própria prática, mas também conhecer o que outros educadores, pesquisador...

BEM VIVER TÁ ON — Cartografias Educomunicativas das Juventudes

  Há lugares pelos quais passamos todos os dias e que, mesmo assim, pouco conhecemos. A rua da escola. A praça da frente. O comércio da esquina. As casas antigas que ainda resistem entre tantas construções novas. O córrego que um dia talvez tenha sido diferente. As árvores que estavam ali antes de nós. As pessoas que chegaram, as que partiram e aquelas que ajudaram a construir a história daquele lugar. Quantas vezes perguntamos aos nossos estudantes: você conhece realmente o lugar onde vive? Foi pensando nisso que nasceu uma nova inquietação e, junto com ela, uma ideia que quero transformar em estudo e ação: BEM VIVER TÁ ON — Cartografias Educomunicativas das Juventudes . Quero falar de pertencimento. Mas não daquele pertencimento que aparece apenas nos textos bonitos ou nas frases prontas. Quero falar do pertencimento que nasce quando conhecemos a história de um lugar, quando descobrimos quem viveu ali antes de nós, quando ouvimos as memórias dos moradores, quando percebemos as mu...