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Isabelly Melniski: representatividade, inspiração e a força das meninas nas pistas

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Isabelly Melniski: representatividade, inspiração e a força das meninas nas pistas Nossa relação com a Fórmula E e com o automobilismo não começou agora. Em 2024, vivemos um momento que marcou profundamente nossos estudantes — especialmente as meninas da Imprensa Jovem: o encontro com a jovem piloto Isabelly Melniski, uma das grandes promessas do kart nacional. Na ocasião, tivemos a oportunidade de entrevistá-la e também conversar com seu pai e incentivador, Ricardo Ferreira, que acompanha Isabelly com dedicação e orgulho. A conversa foi leve, acolhedora e cheia de aprendizados. Isabelly falou sobre disciplina, rotina de treinos, desafios e sonhos. Mas, acima de tudo, falou sobre persistência, característica essencial de quem constrói espaço em um esporte historicamente dominado por homens. Mais do que uma entrevista, houve identificação. As meninas da nossa equipe enxergaram nela algo raro: uma jovem que ocupa com naturalidade um lugar onde poucas mulheres chegam. Uma menina qu...

Da Periferia à Velocidade Elétrica: Jovens Vivem a Emoção da Fórmula E

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Amanhã será um dia inesquecível para os estudantes da Imprensa Jovem da EMEF Humberto Dantas. Nossa equipe participará da cobertura do último treino da Fórmula E, acompanhada de outras escolas da rede municipal de São Paulo. Esse convite representa mais do que uma atividade externa: é uma oportunidade única de vivência, aprendizagem e encantamento — especialmente para alunos que nunca estiveram presencialmente em um evento automobilístico. O que é a Fórmula E? Criada em 2014, a Fórmula E é a principal categoria de automobilismo totalmente elétrica do mundo. Os carros não utilizam combustíveis fósseis; são movidos exclusivamente por energia elétrica, o que reduz drasticamente emissões de carbono e ruídos, trazendo um novo olhar para o futuro da mobilidade urbana. Além de competição esportiva, a Fórmula E é um grande laboratório de inovação sustentável: - Testa tecnologias de baterias e motores elétricos; - Incentiva o desenvolvimento de cidades inteligentes; - Promove a cons...

Educomunicação, Direitos Humanos e Território: quando a escola escolhe ouvir

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Ao longo dos últimos anos, vivi intensamente a força que a educomunicação tem quando encontra uma escola que decide não silenciar seus estudantes. A educação digital, os direitos humanos e o território deixaram de ser conteúdos e passaram a ser encontros — encontros que transformam quem ensina e quem aprende. Depois de 27 anos na escola particular, foi na escola pública que encontrei aquilo que sempre procurei: propósito. Aqui, cada projeto nasce de uma necessidade real. Cada atividade reflete o território. Cada voz que se levanta revela histórias que antes estavam escondidas. E cada produção dos estudantes mostra o quanto eles têm a dizer quando encontram espaço, acolhimento e confiança. A Imprensa Jovem, os podcasts, o Grêmio Estudantil, os projetos socioambientais, o TCA, as trilhas, as ações comunitárias, as rodas de conversa e as práticas digitais não surgiram como atividades extras — surgiram como caminhos para que os estudantes pudessem existir de forma plena. Porque comunic...

Grêmio Estudantil: desafios, desmotivação e a urgência de um novo olhar nas escolas municipais

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O Grêmio Estudantil deveria ser um dos espaços mais potentes de participação juvenil dentro da escola. É nele que estudantes aprendem, na prática, o que significam democracia, diálogo, representação e protagonismo. No entanto, a realidade que muitas escolas municipais enfrentam mostra um cenário que exige atenção, cuidado e reconstrução. Embora o Grêmio seja previsto em lei, reconhecido como um direito dos estudantes e defendido como recurso pedagógico, na prática ele ainda enfrenta barreiras que comprometem sua existência e sua força. Desafio 1: A falta de apoio e parceria entre professores Um dos maiores entraves é justamente aquilo que deveria ser seu principal sustento: o envolvimento da escola como um todo. Em muitos casos, o Grêmio Estudantil acaba sendo associado a apenas um professor — aquele que, com boa vontade, se voluntaria para acompanhar os estudantes. Isso gera dois problemas: - Sobrecarga para esse professor, que sempre está sozinho nas demandas do grupo. - ...

Educomunicação e Direitos Humanos: quando a Imprensa Jovem amplia vozes e fortalece a cidadania

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Em um mundo marcado por desigualdades, discursos de ódio e circulação acelerada de informações, formar jovens capazes de ler, interpretar e produzir sentidos sobre a realidade é mais do que uma prática pedagógica: é um compromisso ético com a promoção dos Direitos Humanos. É nesse cenário que a educomunicação se torna um caminho potente — e seu impacto aparece de forma viva e transformadora nos projetos de Imprensa Jovem. Educomunicação: um convite ao protagonismo e à consciência crítica Ao integrar comunicação e educação, a educomunicação rompe com uma lógica escolar que muitas vezes limita a participação estudantil. Ela abre espaço para que crianças e jovens se tornem sujeitos comunicadores, não apenas receptores. Aprendem a investigar, perguntar, escutar, organizar narrativas e, acima de tudo, a entender que têm direito à palavra. Quando um estudante assume o papel de repórter, fotógrafo, apresentador ou editor, ele descobre que sua voz importa — e que a comunicação é também...

Educação Digital, Direitos Humanos e Educomunicação: conexões que transformam vidas e territórios

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Quando falamos sobre Educação Digital, muitas vezes a discussão se limita às ferramentas tecnológicas, ao uso responsável da internet ou ao desenvolvimento de habilidades como digitação e navegação. Mas, no contexto da escola pública — especialmente em territórios periféricos — trabalhar o digital significa muito mais do que ensinar a usar um computador. Significa formar cidadãos críticos, conscientes do seu papel no mundo e capazes de compreender que toda tecnologia carrega valores, escolhas e impactos sociais. No Laboratório de Educação Digital, construímos diariamente um ambiente onde tecnologia e humanidade caminham juntas. Aqui, não há espaço para indiferença: acolhemos, escutamos, mediamos conflitos e reafirmamos constantemente a importância do respeito e da convivência democrática. Isso não acontece apenas em conversas pontuais, mas em todas as práticas pedagógicas, que se sustentam nos princípios dos Direitos Humanos. Por que falar de Direitos Humanos em aulas de Educaçã...

Quando Jogar Também É Aprender: o Laboratório de Educação Digital em Ação

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O Poder da Educação Digital Bem Orientada Durante muito tempo, a sala de informática foi vista pelos estudantes como um espaço “livre”, quase sempre associado a jogos, vídeos e momentos de diversão. Mas, quando assumimos esse espaço com intencionalidade pedagógica, descobrimos que ele pode se transformar em um dos ambientes mais potentes da escola — um laboratório vivo de aprendizagem. No Laboratório de Educação Digital, o jogo não é proibido. Ele é ressignificado. Muitos acreditam que brincar no computador ou no tablet é apenas um passatempo, mas, por trás de cada atividade, existe uma série de habilidades sendo desenvolvidas silenciosamente: concentração, foco, raciocínio estratégico, organização, resolução de problemas e até leitura de espaço físico. É aprendizagem acontecendo de forma natural e envolvente. E quando essa experiência é bem orientada, o resultado aparece também nas outras disciplinas. O estudante que aprende a seguir instruções, pensar antes de agir, calcula...