Quando a Educomunicação nos faz pertencer: conexões que transformam

No dia 31 de agosto, tive a alegria de participar de uma live promovida pela ABPEducom – Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação, em um encontro marcado pela troca de experiências, pelo reconhecimento e, principalmente, pelo sentimento de pertencimento.

Ao lado da minha parceira Daniely Duarte, pude compartilhar um pouco da trajetória do GT Emergências Climáticas nos 4 Cantos da Cidade, uma iniciativa que nasceu do encontro entre educação, educomunicação e compromisso socioambiental e que vem crescendo por meio da força coletiva de educadores, estudantes, escolas e parceiros.

Falar sobre o GT foi também olhar para o caminho que já percorremos. Cada encontro, projeto, produção dos estudantes, diálogo entre escolas e ação realizada nos territórios mostra que a educação ganha ainda mais sentido quando ultrapassa os muros da escola e cria possibilidades de participação, autoria e transformação.

Mas a live foi muito além de apresentar o nosso trabalho. Foi um momento de escuta e reconhecimento.

Conhecer tantas ações importantes desenvolvidas em diferentes regiões do Brasil, por pessoas que acreditam em uma educação pública de qualidade, democrática, participativa e transformadora, trouxe uma sensação muito especial: a de pertencermos a algo maior.

Às vezes, envolvidos na rotina da escola, nos desafios cotidianos e na construção de cada projeto, não conseguimos perceber a dimensão das redes que estamos formando. Encontros como esse nos lembram que não estamos trabalhando de forma isolada. Existem muitas pessoas, em diferentes territórios, criando caminhos, experimentando possibilidades e acreditando na potência da educação e da educomunicação.

Saí desse encontro profundamente impactada e com muitas ideias.

Ideias para novas ações, novos diálogos, novas conexões e, quem sabe, novas parcerias que já começam a surgir no horizonte.

Mais do que apresentar uma experiência, participar dessa live representou reconhecer o nosso próprio percurso e perceber que aquilo que fazemos em nossas escolas também pode inspirar outras pessoas, assim como tantas experiências compartilhadas naquele encontro nos inspiraram.

É nesse movimento de escutar, compartilhar, reconhecer e pertencer que as redes se fortalecem.

Seguimos acreditando que a educação se transforma quando as vozes dos estudantes encontram espaço, quando os territórios passam a fazer parte do currículo e quando educadores percebem que suas experiências podem dialogar, atravessar fronteiras e construir novos caminhos coletivamente.

Que venham os próximos encontros, projetos e parcerias.

Porque quando compartilhamos experiências, percebemos que nossas ações não caminham sozinhas: elas se encontram, criam redes e ganham força para transformar.

Educomunicar também é pertencer. É reconhecer-se no outro, fortalecer vozes e construir coletivamente novos futuros possíveis.

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