Pular para o conteúdo principal

34 anos de Educação: uma trajetória de amor, aprendizado e transformação

Nossa! Como o tempo passa! Hoje, no Dia dos Professores, me peguei pensando na minha trajetória. São 34 anos dedicados à Educação — uma vida de aprendizados, desafios e encantamentos.

Comecei muito cedo: com apenas 14 anos, já tinha minha primeira turminha de Jardim I. Naquela época, as “escolinhas” contratavam professores muito jovens, mesmo sem formação completa. Eu estava iniciando o magistério, cheia de sonhos e vontade de ensinar.

Desde então, passei por diversas escolas e vivi muitas histórias. Tenho ex-alunos já formados, exercendo as mais lindas profissões. Às vezes os encontro e me encho de orgulho — homens e mulheres realizados, casados, com filhos... e alguns ainda me chamam carinhosamente de “Tia Paty”.

Fui alfabetizadora, lecionei nos anos iniciais, coordenei pedagogicamente, dei aulas de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio e de História no Fundamental. Após 27 anos em escolas particulares, decidi prestar concurso público e ingressei como professora na rede municipal.

Foi então que descobri novos caminhos — me encantei pelo Laboratório de Educação Digital e pela Educomunicação, áreas que me abriram horizontes e continuam me ensinando diariamente.

Sou graduada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia. Ao ingressar na Prefeitura, senti a necessidade de ir além e realizei uma nova especialização em Direitos Humanos, com foco em Imigrantes e Refugiados. Hoje, sigo trilhando o caminho da Educomunicação, aprofundando-me também nas temáticas ambientais, mudanças climáticas e sustentabilidade — temas que me movem e inspiram.

Quando olho para trás, sinto um profundo orgulho dessa trajetória. Foram muitas etapas, muitas vidas cruzadas, e uma certeza: ser professora é, acima de tudo, acreditar nas pessoas e no poder da educação para transformar o mundo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Da Periferia à Velocidade Elétrica: Jovens Vivem a Emoção da Fórmula E

Amanhã será um dia inesquecível para os estudantes da Imprensa Jovem da EMEF Humberto Dantas. Nossa equipe participará da cobertura do último treino da Fórmula E, acompanhada de outras escolas da rede municipal de São Paulo. Esse convite representa mais do que uma atividade externa: é uma oportunidade única de vivência, aprendizagem e encantamento — especialmente para alunos que nunca estiveram presencialmente em um evento automobilístico. O que é a Fórmula E? Criada em 2014, a Fórmula E é a principal categoria de automobilismo totalmente elétrica do mundo. Os carros não utilizam combustíveis fósseis; são movidos exclusivamente por energia elétrica, o que reduz drasticamente emissões de carbono e ruídos, trazendo um novo olhar para o futuro da mobilidade urbana. Além de competição esportiva, a Fórmula E é um grande laboratório de inovação sustentável: - Testa tecnologias de baterias e motores elétricos; - Incentiva o desenvolvimento de cidades inteligentes; - Promove a cons...

Educomunicação socioambiental: por que precisamos falar sobre isso nas escolas?

Tenho pensado muito sobre o quanto a Educomunicação Socioambiental precisa estar presente nas nossas escolas. E não estou falando apenas de trabalhar reciclagem, fazer uma atividade no Dia do Meio Ambiente ou conversar sobre economizar água. Tudo isso é importante, claro, mas hoje precisamos ir além. As questões ambientais estão na nossa frente, fazem parte do cotidiano dos nossos estudantes e, muitas vezes, estão literalmente do outro lado do portão da escola. É o lixo acumulado, o córrego poluído, a falta de árvores, o calor cada vez mais intenso, as enchentes, os espaços públicos que precisam de cuidado. São situações que nossos alunos conhecem porque fazem parte do lugar onde vivem. E é justamente aí que vejo a força da Educomunicação. Quando damos oportunidade para que os estudantes observem o território, façam perguntas, entrevistem pessoas, fotografem, gravem vídeos, produzam podcasts ou simplesmente conversem sobre aquilo que estão vendo, a relação com a aprendizagem mu...

BEM VIVER TÁ ON — Cartografias Educomunicativas das Juventudes

  Há lugares pelos quais passamos todos os dias e que, mesmo assim, pouco conhecemos. A rua da escola. A praça da frente. O comércio da esquina. As casas antigas que ainda resistem entre tantas construções novas. O córrego que um dia talvez tenha sido diferente. As árvores que estavam ali antes de nós. As pessoas que chegaram, as que partiram e aquelas que ajudaram a construir a história daquele lugar. Quantas vezes perguntamos aos nossos estudantes: você conhece realmente o lugar onde vive? Foi pensando nisso que nasceu uma nova inquietação e, junto com ela, uma ideia que quero transformar em estudo e ação: BEM VIVER TÁ ON — Cartografias Educomunicativas das Juventudes . Quero falar de pertencimento. Mas não daquele pertencimento que aparece apenas nos textos bonitos ou nas frases prontas. Quero falar do pertencimento que nasce quando conhecemos a história de um lugar, quando descobrimos quem viveu ali antes de nós, quando ouvimos as memórias dos moradores, quando percebemos as mu...