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As águas que nos conectam: encontros, territórios e educomunicação

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Há encontros que servem para apresentar trabalhos. Outros servem para reencontrar pessoas, conhecer novas experiências, ouvir, aprender e voltar para casa com mais perguntas do que respostas. O XI Encontro Brasileiro de Educomunicação tem um pouco de tudo isso. Com o tema “As águas que nos conectam: Educomunicação, Territórios e Práticas Socioambientais” , o evento nos convida a pensar justamente nas conexões que construímos quando educação, comunicação, meio ambiente e território se encontram.  E talvez a palavra que mais faça sentido para mim seja mesmo encontro . No cotidiano da educação, estamos sempre correndo. São projetos, estudantes, reuniões, planejamentos, ideias que surgem no meio do caminho e tantos desafios que fazem parte da escola pública. Nem sempre conseguimos parar para olhar para aquilo que estamos construindo. Estar em um evento como esse permite esse movimento. É olhar para a própria prática, mas também conhecer o que outros educadores, pesquisador...

BEM VIVER TÁ ON — Cartografias Educomunicativas das Juventudes

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  Há lugares pelos quais passamos todos os dias e que, mesmo assim, pouco conhecemos. A rua da escola. A praça da frente. O comércio da esquina. As casas antigas que ainda resistem entre tantas construções novas. O córrego que um dia talvez tenha sido diferente. As árvores que estavam ali antes de nós. As pessoas que chegaram, as que partiram e aquelas que ajudaram a construir a história daquele lugar. Quantas vezes perguntamos aos nossos estudantes: você conhece realmente o lugar onde vive? Foi pensando nisso que nasceu uma nova inquietação e, junto com ela, uma ideia que quero transformar em estudo e ação: BEM VIVER TÁ ON — Cartografias Educomunicativas das Juventudes . Quero falar de pertencimento. Mas não daquele pertencimento que aparece apenas nos textos bonitos ou nas frases prontas. Quero falar do pertencimento que nasce quando conhecemos a história de um lugar, quando descobrimos quem viveu ali antes de nós, quando ouvimos as memórias dos moradores, quando percebemos as mu...

Educomunicação socioambiental: por que precisamos falar sobre isso nas escolas?

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Tenho pensado muito sobre o quanto a Educomunicação Socioambiental precisa estar presente nas nossas escolas. E não estou falando apenas de trabalhar reciclagem, fazer uma atividade no Dia do Meio Ambiente ou conversar sobre economizar água. Tudo isso é importante, claro, mas hoje precisamos ir além. As questões ambientais estão na nossa frente, fazem parte do cotidiano dos nossos estudantes e, muitas vezes, estão literalmente do outro lado do portão da escola. É o lixo acumulado, o córrego poluído, a falta de árvores, o calor cada vez mais intenso, as enchentes, os espaços públicos que precisam de cuidado. São situações que nossos alunos conhecem porque fazem parte do lugar onde vivem. E é justamente aí que vejo a força da Educomunicação. Quando damos oportunidade para que os estudantes observem o território, façam perguntas, entrevistem pessoas, fotografem, gravem vídeos, produzam podcasts ou simplesmente conversem sobre aquilo que estão vendo, a relação com a aprendizagem mu...

Quando a Educomunicação nos faz pertencer: conexões que transformam

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No dia 31 de agosto, tive a alegria de participar de uma live promovida pela ABPEducom – Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação, em um encontro marcado pela troca de experiências, pelo reconhecimento e, principalmente, pelo sentimento de pertencimento. Ao lado da minha parceira Daniely Duarte, pude compartilhar um pouco da trajetória do GT Emergências Climáticas nos 4 Cantos da Cidade, uma iniciativa que nasceu do encontro entre educação, educomunicação e compromisso socioambiental e que vem crescendo por meio da força coletiva de educadores, estudantes, escolas e parceiros. Falar sobre o GT foi também olhar para o caminho que já percorremos. Cada encontro, projeto, produção dos estudantes, diálogo entre escolas e ação realizada nos territórios mostra que a educação ganha ainda mais sentido quando ultrapassa os muros da escola e cria possibilidades de participação, autoria e transformação. Mas a live foi muito além de apresentar o nosso trabalho. ...

Uma experiência que inspira leitores: estudantes vivem a literatura no Teatro Municipal

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Hoje foi um daqueles dias que ficam guardados na memória — e no coração. A Imprensa Jovem teve a oportunidade de acompanhar o projeto da Academia Estudantil de Letras (AEL) em um dos espaços mais emblemáticos da cidade: o Teatro Municipal de São Paulo, durante a abertura da 15ª Semana de Incentivo e Orientação ao Estudo e à Leitura. O evento reuniu professores, bibliotecários e cerca de 1.200 estudantes da rede pública, em uma celebração que reafirma o poder transformador da leitura e da educação. Logo na chegada, o impacto foi imediato: os estudantes ficaram encantados com a grandiosidade do Teatro Municipal — sua arquitetura, sua história e toda a representatividade que carrega para a cultura e a literatura em São Paulo. Mas não foi apenas uma visita — foi também um momento de protagonismo. A Imprensa Jovem realizou a cobertura do evento, registrando cada detalhe e dando voz aos envolvidos. Durante a programação, os estudantes entrevistaram o vereador Eliseu Gabriel, responsável po...

Quando a Barreira Vira Ponte

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A **educomunicação** tem se mostrado um caminho potente para transformar desafios em oportunidades dentro do ambiente escolar — e a chamada “barreira linguística” é um ótimo exemplo disso. Em vez de ser vista como um obstáculo, ela pode se tornar uma ponte para novas aprendizagens, especialmente quando dialogamos com a diversidade cultural presente em nossos territórios. Ao trabalharmos com estudantes e referências dos povos andinos, percebemos o quanto a língua carrega identidade, história e pertencimento. O espanhol, tão próximo do português e ao mesmo tempo cheio de particularidades, surge como um convite à escuta atenta e ao respeito às diferenças. Nesse contexto, a comunicação deixa de ser apenas transmissão de informação e passa a ser construção coletiva de sentidos. Na prática da Imprensa Jovem, essas barreiras linguísticas são ressignificadas. Ao produzir conteúdos em português e espanhol, os estudantes não apenas ampliam suas habilidades de leitura e escrita, mas também de...

**Educomunicação Socioambiental e o Bem Viver: caminhos para transformar os desafios do nosso tempo**

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Vivemos um tempo marcado por grandes desafios socioambientais: mudanças climáticas, desigualdades sociais, consumo excessivo e distanciamento entre as pessoas e a natureza. Diante desse cenário, surge uma pergunta essencial: como educar para transformar essa realidade? A Educomunicação socioambiental, aliada ao conceito de Bem Viver, apresenta um caminho potente e necessário. O Bem Viver nos convida a repensar nossa forma de existir no mundo. Em vez de uma lógica baseada no consumo e na competição, propõe uma vida centrada no equilíbrio — entre seres humanos, natureza e comunidade. Não se trata apenas de preservar o meio ambiente, mas de reconstruir relações mais justas, solidárias e sustentáveis. Quando esse conceito encontra a Educomunicação, nasce uma prática transformadora. Os estudantes deixam de ser apenas receptores de informação e passam a ser protagonistas, investigando, comunicando e propondo soluções para os problemas do seu território. Mas como mudar os desafios atua...

Bem Viver e Educomunicação: educar para além do conteúdo, formar para a vida

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Falar de educação hoje é, cada vez mais, falar de sentido. Em meio a tantas informações, tecnologias e demandas, surge uma pergunta essencial: estamos formando estudantes apenas para consumir conteúdos ou para viver bem em sociedade? É nesse contexto que o conceito de Bem Viver se torna urgente e necessário dentro dos projetos de Educomunicação. O Bem Viver não é apenas uma ideia abstrata. Ele nasce de saberes ancestrais, especialmente dos povos originários da América Latina, e propõe uma vida baseada no equilíbrio — consigo mesmo, com o outro e com o meio ambiente. Trata-se de repensar o que significa “viver bem”: não como acumular, competir ou se destacar individualmente, mas como conviver, respeitar e construir coletivamente. A origem do termo Bem Viver está nas cosmovisões indígenas andinas, especialmente nos conceitos “Sumak Kawsay” (em quéchua, no Equador) e “Suma Qamaña” (em aimará, na Bolívia). Esses termos expressam uma forma de vida em harmonia com a natureza, com a com...

Isabelly Melniski: representatividade, inspiração e a força das meninas nas pistas

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Isabelly Melniski: representatividade, inspiração e a força das meninas nas pistas Nossa relação com a Fórmula E e com o automobilismo não começou agora. Em 2024, vivemos um momento que marcou profundamente nossos estudantes — especialmente as meninas da Imprensa Jovem: o encontro com a jovem piloto Isabelly Melniski, uma das grandes promessas do kart nacional. Na ocasião, tivemos a oportunidade de entrevistá-la e também conversar com seu pai e incentivador, Ricardo Ferreira, que acompanha Isabelly com dedicação e orgulho. A conversa foi leve, acolhedora e cheia de aprendizados. Isabelly falou sobre disciplina, rotina de treinos, desafios e sonhos. Mas, acima de tudo, falou sobre persistência, característica essencial de quem constrói espaço em um esporte historicamente dominado por homens. Mais do que uma entrevista, houve identificação. As meninas da nossa equipe enxergaram nela algo raro: uma jovem que ocupa com naturalidade um lugar onde poucas mulheres chegam. Uma menina qu...

Da Periferia à Velocidade Elétrica: Jovens Vivem a Emoção da Fórmula E

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Amanhã será um dia inesquecível para os estudantes da Imprensa Jovem da EMEF Humberto Dantas. Nossa equipe participará da cobertura do último treino da Fórmula E, acompanhada de outras escolas da rede municipal de São Paulo. Esse convite representa mais do que uma atividade externa: é uma oportunidade única de vivência, aprendizagem e encantamento — especialmente para alunos que nunca estiveram presencialmente em um evento automobilístico. O que é a Fórmula E? Criada em 2014, a Fórmula E é a principal categoria de automobilismo totalmente elétrica do mundo. Os carros não utilizam combustíveis fósseis; são movidos exclusivamente por energia elétrica, o que reduz drasticamente emissões de carbono e ruídos, trazendo um novo olhar para o futuro da mobilidade urbana. Além de competição esportiva, a Fórmula E é um grande laboratório de inovação sustentável: - Testa tecnologias de baterias e motores elétricos; - Incentiva o desenvolvimento de cidades inteligentes; - Promove a cons...

Educomunicação, Direitos Humanos e Território: quando a escola escolhe ouvir

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Ao longo dos últimos anos, vivi intensamente a força que a educomunicação tem quando encontra uma escola que decide não silenciar seus estudantes. A educação digital, os direitos humanos e o território deixaram de ser conteúdos e passaram a ser encontros — encontros que transformam quem ensina e quem aprende. Depois de 27 anos na escola particular, foi na escola pública que encontrei aquilo que sempre procurei: propósito. Aqui, cada projeto nasce de uma necessidade real. Cada atividade reflete o território. Cada voz que se levanta revela histórias que antes estavam escondidas. E cada produção dos estudantes mostra o quanto eles têm a dizer quando encontram espaço, acolhimento e confiança. A Imprensa Jovem, os podcasts, o Grêmio Estudantil, os projetos socioambientais, o TCA, as trilhas, as ações comunitárias, as rodas de conversa e as práticas digitais não surgiram como atividades extras — surgiram como caminhos para que os estudantes pudessem existir de forma plena. Porque comunic...

Grêmio Estudantil: desafios, desmotivação e a urgência de um novo olhar nas escolas municipais

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O Grêmio Estudantil deveria ser um dos espaços mais potentes de participação juvenil dentro da escola. É nele que estudantes aprendem, na prática, o que significam democracia, diálogo, representação e protagonismo. No entanto, a realidade que muitas escolas municipais enfrentam mostra um cenário que exige atenção, cuidado e reconstrução. Embora o Grêmio seja previsto em lei, reconhecido como um direito dos estudantes e defendido como recurso pedagógico, na prática ele ainda enfrenta barreiras que comprometem sua existência e sua força. Desafio 1: A falta de apoio e parceria entre professores Um dos maiores entraves é justamente aquilo que deveria ser seu principal sustento: o envolvimento da escola como um todo. Em muitos casos, o Grêmio Estudantil acaba sendo associado a apenas um professor — aquele que, com boa vontade, se voluntaria para acompanhar os estudantes. Isso gera dois problemas: - Sobrecarga para esse professor, que sempre está sozinho nas demandas do grupo. - ...

Educomunicação e Direitos Humanos: quando a Imprensa Jovem amplia vozes e fortalece a cidadania

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Em um mundo marcado por desigualdades, discursos de ódio e circulação acelerada de informações, formar jovens capazes de ler, interpretar e produzir sentidos sobre a realidade é mais do que uma prática pedagógica: é um compromisso ético com a promoção dos Direitos Humanos. É nesse cenário que a educomunicação se torna um caminho potente — e seu impacto aparece de forma viva e transformadora nos projetos de Imprensa Jovem. Educomunicação: um convite ao protagonismo e à consciência crítica Ao integrar comunicação e educação, a educomunicação rompe com uma lógica escolar que muitas vezes limita a participação estudantil. Ela abre espaço para que crianças e jovens se tornem sujeitos comunicadores, não apenas receptores. Aprendem a investigar, perguntar, escutar, organizar narrativas e, acima de tudo, a entender que têm direito à palavra. Quando um estudante assume o papel de repórter, fotógrafo, apresentador ou editor, ele descobre que sua voz importa — e que a comunicação é também...

Educação Digital, Direitos Humanos e Educomunicação: conexões que transformam vidas e territórios

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Quando falamos sobre Educação Digital, muitas vezes a discussão se limita às ferramentas tecnológicas, ao uso responsável da internet ou ao desenvolvimento de habilidades como digitação e navegação. Mas, no contexto da escola pública — especialmente em territórios periféricos — trabalhar o digital significa muito mais do que ensinar a usar um computador. Significa formar cidadãos críticos, conscientes do seu papel no mundo e capazes de compreender que toda tecnologia carrega valores, escolhas e impactos sociais. No Laboratório de Educação Digital, construímos diariamente um ambiente onde tecnologia e humanidade caminham juntas. Aqui, não há espaço para indiferença: acolhemos, escutamos, mediamos conflitos e reafirmamos constantemente a importância do respeito e da convivência democrática. Isso não acontece apenas em conversas pontuais, mas em todas as práticas pedagógicas, que se sustentam nos princípios dos Direitos Humanos. Por que falar de Direitos Humanos em aulas de Educaçã...

Quando Jogar Também É Aprender: o Laboratório de Educação Digital em Ação

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O Poder da Educação Digital Bem Orientada Durante muito tempo, a sala de informática foi vista pelos estudantes como um espaço “livre”, quase sempre associado a jogos, vídeos e momentos de diversão. Mas, quando assumimos esse espaço com intencionalidade pedagógica, descobrimos que ele pode se transformar em um dos ambientes mais potentes da escola — um laboratório vivo de aprendizagem. No Laboratório de Educação Digital, o jogo não é proibido. Ele é ressignificado. Muitos acreditam que brincar no computador ou no tablet é apenas um passatempo, mas, por trás de cada atividade, existe uma série de habilidades sendo desenvolvidas silenciosamente: concentração, foco, raciocínio estratégico, organização, resolução de problemas e até leitura de espaço físico. É aprendizagem acontecendo de forma natural e envolvente. E quando essa experiência é bem orientada, o resultado aparece também nas outras disciplinas. O estudante que aprende a seguir instruções, pensar antes de agir, calcula...

Imprensa Jovem da EMEF Humberto Dantas participa do livro O Bairro da Gente – Cachoeirinha

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Quando soubemos que a nossa escola foi convidada para participar da escrita do livro O Bairro da Gente – Cachoeirinha , a alegria tomou conta de todos. A coordenadora lançou o desafio e, imediatamente, a Imprensa Jovem abraçou a ideia com entusiasmo. Cada estudante se sentiu parte de algo maior — algo que representava não apenas a escola, mas as histórias vivas da nossa comunidade. Professores e estudantes em uma construção histórica... O caminho não foi fácil. No meio do processo, enfrentamos desafios que quase nos impediram de seguir adiante. Mas desistir nunca foi uma opção. Com dedicação, pesquisa, trocas e muita vontade de contar histórias que importam, conseguimos não apenas concluir o projeto, mas garantir dois capítulos no livro . Os estudantes escreveram sobre: O ponto João Cândido da Silva , nome de referência na arte popular paulista — um artista plástico que retrata a cultura popular, festas, cotidiano periférico e as vivências da comunidade. Wikipédia +2 No...

Educomunicação Socioambiental: quando a escola fala, sente e transforma o clima da cidade

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Em São Paulo, onde cada território revela um pedaço da nossa história e também dos nossos desafios ambientais, um movimento tem crescido silenciosamente dentro das escolas, mas com força suficiente para atravessar muros e chegar à comunidade: a Educomunicação Socioambiental . Foi desse espírito de diálogo, escuta e protagonismo que nasceu o GT: Emergências Climáticas nos 4 Cantos da Cidade , um grupo construído por educadores e estudantes que acreditam que falar sobre mudanças climáticas é urgente — mas falar com os estudantes é transformador. O GT surgiu da vontade de aproximar escolas de diferentes regiões, compartilhar vivências, fortalecer o olhar crítico e colocar a juventude no centro das discussões ambientais. A cidade de São Paulo é marcada por contrastes, e cada escola, cada bairro, carrega uma relação única com o meio ambiente. Trazer esses relatos para a roda foi o primeiro passo para construir um movimento vivo, colaborativo e cheio de propósito. Em ...

🌍 Educomunicação Socioambiental: a voz dos nossos estudantes rumo à COP 30

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: Na EMEF Humberto Dantas, a Educomunicação Socioambiental ganhou força e se tornou um dos pilares dos TCAs dos 9º anos. O que começou como uma simples pesquisa, logo se transformou em um movimento de conscientização, troca de saberes e expressão coletiva sobre o futuro do planeta. 💚 Durante as aulas no Laboratório de Educação Digital, os estudantes mergulharam em um processo de descoberta e reflexão. Pesquisaram, assistiram a vídeos, participaram de debates e compreenderam o significado da COP 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em 2025, em Belém do Pará. Mais do que entender o evento, eles compreenderam seu propósito — um chamado global para repensar hábitos, discutir justiça climática e agir localmente para proteger o que temos de mais precioso: a vida em todas as suas formas. 🌱 Com o apoio da Imprensa Jovem Humberto Dantas, os alunos acompanharam vídeos explicativos e um material especial produzido pelo próprio grupo, que ajud...

🌎 EduCOP 30: Conectando Escolas, Natureza e Saberes

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No último dia 20 de outubro, o Céu Carrão foi palco de um encontro inesquecível: o EduCOP 30 – Conectando Cidades e Natureza, uma grande celebração da educação socioambiental e do protagonismo juvenil rumo à COP 30, que será realizada em 2025, em Belém do Pará. O evento reuniu escolas de diversas regiões da cidade de São Paulo, cada uma levando sua identidade, criatividade e compromisso com o planeta. Ao todo, 12 escolas estiveram presentes e uma 13ª enviou um vídeo de participação, pois estava realizando uma ação ambiental na própria unidade. Mesmo à distância, sua presença foi sentida com muito carinho, reforçando que quando o propósito é verdadeiro, a distância não nos separa — nos conecta! 💚 Durante o EduCOP 30, vivenciamos momentos de pura emoção e inspiração. Cada escola trouxe algo único: tivemos o Sarau do Clima, poesias autorais, músicas criadas pelos próprios estudantes, e a apresentação de planos de ação transformadores, que estão fazendo diferença real em suas ...

34 anos de Educação: uma trajetória de amor, aprendizado e transformação

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Nossa! Como o tempo passa! Hoje, no Dia dos Professores, me peguei pensando na minha trajetória. São 34 anos dedicados à Educação — uma vida de aprendizados, desafios e encantamentos. Comecei muito cedo: com apenas 14 anos, já tinha minha primeira turminha de Jardim I. Naquela época, as “escolinhas” contratavam professores muito jovens, mesmo sem formação completa. Eu estava iniciando o magistério, cheia de sonhos e vontade de ensinar. Desde então, passei por diversas escolas e vivi muitas histórias. Tenho ex-alunos já formados, exercendo as mais lindas profissões. Às vezes os encontro e me encho de orgulho — homens e mulheres realizados, casados, com filhos... e alguns ainda me chamam carinhosamente de “Tia Paty”. Fui alfabetizadora, lecionei nos anos iniciais, coordenei pedagogicamente, dei aulas de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio e de História no Fundamental. Após 27 anos em escolas particulares, decidi prestar concurso público e ingressei como prof...